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DESENHO DE HUMOR, Desenhos

Desenho de humor. A caricatura surge no Brasil no início do século XIX, mais precisamente em Paranaguá/PR, com as criações de João Pedro, o Mulato. O artista, de origem desconhecida, possivelmente recebe noções de desenho com Amaral Gurgel, Mestre Régio na Corte de Lisboa/PORTUGAL e Aulista da Real Junta do Comércio, que fixa residência nessa cidade da costa paranaense. As aquarelas de  João Pedro - que trabalha em Curitiba/PR entre 1807 e 1819 - retratam tipos e costumes característicos da região Sul do país. Além de caricaturista, trabalha como ilustrador. Também em Paranaguá é lançado o periódico O Barbeiro, editado pelo juiz municipal João Antonio de Barros Júnior. Tem vida breve, motivada por pressões dos poderosos da cidade. Em novembro de 1888 é fundada a revista Galeria Ilustrada, cujos desenhos e caricaturas de Narciso Figueras situam-se entre o que há de melhor no gênero no país. O jornal Quinze de Novembro, também de Figueras, publica sua primeira caricatura em janeiro de 1890. Com a censura imposta à imprensa pelo Marechal Deodoro, cessam as caricaturas que só voltam a ser publicadas com a normalização política. Surgem então as revistas O Guarany e A Fanfarra, nas quais colaboram Silveira Neto e Augusto Stresser, este recém saído da escola de Mariano de Lima. São publicações de curta existência,  assim como a Caras e Carrancas, vinda a seguir.  O grande momento do humor paranaense ocorre no ano de 1907, com o lançamento de O Olho da Rua  e  A Carga, quando se revela o talento de Mário de Barros, que assina o pseudônimo Heronio e, às vezes, Sá Cristão. Em 1909 é publicado o livro Troças e Traços, com ilustrações de Mário de Barros e texto de Euclides Bandeira,  no qual são focalizados e satirizados ângulos típicos da vida curitibana.  Outros periódicos dessa natureza continuam a surgir como O Miko e A Bomba, em 1914; a  Revista do Povo  e  O Garoto em 1916;  O Anzol em 1921. Em 1923, é fundado O Dia, de propriedade de David Carneiro e Caio Machado, primeiro jornal paranaense a contar com clicheria própria. Com ele abre-se um novo espaço para o caricaturismo do Estado. Em 1924, Leocádio Correia publica o livro Fora de Foco, com o subtítulo Caricaturas e Flagrantes, que retrata destacadas personalidades curitibanas com espírito e graça. O painel histórico do humor nos traços dos paranaenses, continua nas décadas seguintes. A tendência à crítica, através do riso, ganha intensidade nas décadas de 1960 e 1970, motivada pela censura imposta à imprensa pelo regime militar. Juarez Machado; Solda; Dante Mendonça; Miran; Douglas Mayer, Rettamozo, Key Imaguirre Júnior, Tiago, Cristina (Maria Cristina Fauquemont Boguzewski),são alguns dos melhores talentos que fazem parte dessa geração que tenta levar o discurso adiante. Outros que se sobressaem na arte são Jota, Marco Freitas, Paixão, Seto, Zuateg, Cortiano, Bellenda, Guinski, Pancho. 

Referências

CARNEIRO, Newton. O Paraná e a Caricatura. Coleção Memória Cultural do Paraná-1.Curitiba, 1975.



Atualizado em - 24/03/2015 20:55:03
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