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GOMES, Eder Ribeiro (Porttalha)

Mandaguari/PR,  1958.

Escultor. Aos quatro anos de idade, vítima de paralisia infantil, perde parte dos movimentos do braço direito. Este acontecimento desperta  em Porttalha a vontade de superar as limitações impostas pela enfermidade. Autodidata, ainda na infância, tem seu primeiro contato com as artes plásticas quando desenvolve peças em sabão. Mais tarde, dedica-se aos desenho, distribuindo seus trabalhos entre as pessoas. Um dia, constata na casa de um colega que suas propostas foram entalhadas. Foi aí que tive a idéia de eu mesmo fazer esse tipo de trabalho, conclui o artista. Grande admirador de Poty Lazzarotto, faz desse mestre sua maior referência artística. A princípio, suas obras são desenvolvidas com madeira, sendo substituída, com o passar do tempo, por cimento. Eu só encontrava madeira em Maringá/PR e levar o material para Mandaguari era um transtorno, justifica.  Então, durante um longo período, faz pesquisas sobre a nova matéria-prima com pedreiros, engenheiros e arquitetos até encontrar a consistência ideal para a massa, o ritmo certo de moldar o cimento antes que endureça para, finalmente, compor a obra em forma de painéis. Seu primeiro trabalho é o muro de sua casa. Com projetos em mãos, vence a insegurança e consegue seu primeiro grande trabalho: fazer os painéis em uma churrascaria maringaense, em 1992. Em seguida começa a fazer painéis históricos - principalmente de Maringá - o que dá novo caminho à sua obra. Eu adoro história de tudo e, geralmente, a formação de meus projetos inicia através de muito diálogo com pessoas mais velhas ou que participaram da própria história, comenta. Conjugando este interesse e a técnica exclusiva de escultura que desenvolve para resgatar a memória pelos painéis, realiza uma espécie de registro em relevo que, com o passar do tempo e após mais um período de pesquisas sobre o material, ganha cores por intermédio do uso de misturas. Bronze, ouro e prata, entre outras cores são algumas das nuances impressas nas esculturas. Sobre o modo como desenvolve suas peças, comenta: Eu não fixo as obras prontas na parede, eu as monto lá mesmo, com armação de materiais auxiliares como metal.  

Obras públicas: IGREJA SANTA TEREZINHA: “A Caminhada” (mural, 70.00m), 1995, Sarandi/PR. PRAÇA DA IGREJA MATRIZ: “Comemoração 500 Anos do Descobrimento do Brasil”, Mandaguari/PR. HIPERMERCADO: “A História de Maringá” (mural concreto), 1992, Maringá/PR. COLÉGIO SANTA CRUZ: Maringá/PR. “Mural Artístico” (mural, 42,50m x 5m), 2000, Maringá/PR.

Referências bibliográficas:

SATO, Sandra. Fotografias em Concreto. Correio de Notícias. Curitiba, 17 de setembro de 1992.

FRANCO, Anna Paula. Arte no concreto conta história do PR. Folha de Londrina. Curitiba, 23 abr. 1995.

PONTOS Turísticos Artísticos. Disponível em: <httpp://www.tudomaringa.com/turismo/ tur_p_turisticos_artisticos.htm - 16k - > Acesso em: 11  fev. 2005.

SEM limites para viver bem. Disponível em: <httpp://www.maringasaude.com.br/index. php?corpo=midiaesaude/dezembro2004/06 - 33k - > Acesso em: 11  fev. 2005.

MURAL Artístico – Éder Portalha. Disponível em: <httpp://www.maringa.pr.gov.br/conteudo/ 04/05/11,0744,10577,12.html - 19k - > Acesso em: 11  fev. 2005.

Porttalha. Ver GOMES, Eder Ribeiro.



Atualizado em - 25/03/2015 13:52:48
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